Riscos Ambientais: acidente demonstra o descaso

No começo dessa semana moradores e pessoas que passavam por Barueri (SP) puderam ver uma nuvem espessa de fumaça branca, parecida com a de um incêndio. O corpo de bombeiros foi acionado e detectou que não havia chamas no local. A causa da fumaça era uma reação química entre cloro e água. Este incidente ocorreu quando uma grande quantidade de cloro foi deixada exposta numa área externa da empresa durante o dia. A noite uma garoa se iniciou e desencadeou a reação que produziu a fumaça que é tóxica de acordo com especialistas. Ter deixado esse material exposto representou um grave erro de segurança do trabalho.

Homens do corpo de bombeiros explicaram que o cloro em questão é semelhante com o que se utiliza no tratamento da água em piscinas, mas que como isso é feito com uma quantidade pequena de cloro em relação à quantidade de água da piscina, a fumaça não acontece. No caso da empresa em Barueri, a situação era contrária. Havia muito cloro e pouca água.
Para conter a fumaça tóxica foi preciso mobilizar 30 homens do Corpo de Bombeiros, com máscaras e roupas especiais. A região teve que ser interditada e, apesar de estar localizada em um bairro residencial, nenhum morador precisou sair de sua casa. Por sorte, o vento levou a fumaça em direção a rodovia Castelo Branco, onde há um espaço de vegetação, não habitado. Talvez por isso os danos e os estragos não tenham sido graves. Quando inalada, a fumaça causa irritação na gargante e nos olhos, podendo sufocar e intoxicar a pessoa.

Diversas falhas de procedimentos e de segurança do trabalho

Analisando o caso do ponto de vista técnico, é possível notar a falta de comprometimento com a segurança por parte da empresa, que já está no mercado há 13 anos. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb, acompanhou o trabalho dos bombeiros e averiguou que a empresa possui a licença prévia de funcionamento porém não havia a licença de operação. O cloro jamais poderia estar exposto ao ambiente como foi constatado no caso. É muito provável que eles não possuam um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) adequado.
Também é provável que não existam laudos básicos para o funcionamento do empreendimento, previsto em Normas Regulamentadoras, como o laudo de insalubridade e o laudo de periculosidade, que visam caracterizar fatores insalubres e/ou perigosos no ambiente de trabalho da empresa. Investir no desenvolvimento desses laudos é uma forma de garantir a adequação à legislação vigente e a redução de custos com pagamentos decorrentes de insalubridade e periculosidade.
Em outro informativo tivemos a chance de falar sobre o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o PPRA, um conjunto de práticas que uma empresa deve adotar para resguardar a saúde e a integridade, física e psíquica, dos funcionários.

O ocorrido em Barueri nos faz pensar que a empresa sequer orientava os funcionários sobre como armazenar corretamente os produtos e resíduos químicos com os quais trabalha.

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